A arte de contar histórias para crianças
A criança é um ser humano no início do seu
desenvolvimento. Durante essa fase o mundo dos adultos causa certa estranheza
nessas miniaturas de adultos; é como se descobrissem um mundo dos gigantes.
Vários aspectos são importantes para o
desenvolvimento da criança: o tempo, o espaço, a comunicação, as práticas
culturais, as imaginação e fantasia, a curiosidade e a experimentação.
Os primeiros anos de vida da criança são
especiais e fundamentais para um completo desenvolvimento social. Nessa fase
são necessárias contínuas doses de atenção, afeto e compreensão para a criança
se sintam segura e continue se auto desenvolvendo.
Na verdade, é preciso descer ao nível da
criança para entendê-la e definitivamente formá-la; pois a criança jamais
subirá ao nível dos adultos.
As crianças podem aprender verdades fundamentais: quem é Jesus, o que é a Bíblia, o que é o pecado, o que Jesus fez por nós, ensinando assim também o conceito do certo e errado, dizendo-lhes o que é bom ou mal. Ensinar muito acerca do amor que Deus tem por elas.
Devemos aprender a não projetar na criança nosso modo de pensar adulto, avançado e abstrato. A linguagem deve ser a mais simples e concreta possível, para ela, a história acontece naquele momento, na figura que está sendo mostrada.
Enriqueça
a história com sua expressão e tom de voz. O maior erro dos iniciantes é ler
demasiadamente rápido. Leia de forma que as crianças possam compreender cada
palavra. Use expressões de forma natural, não é necessário ser excessivamente
dramático. O tom de voz baixo tende a acalmar as crianças. Iniciar a história
num tom de voz suave atrai a atenção delas. Cuidado para que seu tom de voz não
seja elevado, mesmo que não seja intencionalmente.
As
crianças devem se sentar num semi-círculo. Não espere silêncio completo ou
total ausência de movimento. Ignore distúrbios menores e continue a história.
Algumas vezes, basta mencionar o nome de uma das crianças para encerrar o
distúrbio que se inicia. Se uma criança pedir para ir ao banheiro, diga:
“Espere só um pouquinho. Mais tarde teremos tempo para isso”.
Se perceber que o interesse pela
atividade está se dissipando, omita algumas partes, encerrando-as mais
rapidamente. Introduza uma canção, verso com gestos, ou uma dramatização de uma
das partes da história. As crianças podem levantar as mãos e imitar a chuva
caindo, com seus dedinhos.
No momento de mostrar a figura, a professora deve estar sentada e apresenta-la na altura dos olhos das crianças, assim as crianças não precisarão esticar o pescoço para ver o que é exibido.
O
professor pode utilizar as crianças e a si mesmo como material visual vivo. A
história é contada enquanto a dramatização acontece. E as outras crianças
assistem. Além de visual, esta atividade também é sinestésica, de movimento, e
de aprendizagem. Algumas histórias naturalmente se conduzem
para uma versão com efeitos sonoros, o professor pode utilizar objetos que emitam sons para dar efeitos interessantes durante a história.
O importante é fazer a sua curiosidade e criatividade aguçar.
Profª. Queila Leite
O importante é fazer a sua curiosidade e criatividade aguçar.
Profª. Queila Leite
CAPED JD. PLANALTO - OUTUBRO DE 2018 –
AD IPIRANGA – PR. GIDEILSON DA HORA
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